Salvem o paraíso

Salvem Maracaípe

Aterro já provoca efeitos negativos para os moradores

17/04/2019 03h33Atualizado há 1 mês
Por: Rodrigo Barão
Fonte: Salve Maracaípe
102

Em 2016, a uma poderosa empresa, chamada Luan Promoções e Eventos Ltda., conseguiu autorização da Prefeitura de Ipojuca para aterrar parte do ecossistema mais importante de Porto de Galinhas, o Alagado do Merepe. Fazendo uma analogia, esse empreendimento representa o que a barragem de Brumadinho representou para a região de Brumadinho, uma tragédia ambiental anunciada! Ou, fazendo uma comparação dentro do próprio Estado de Pernambuco, representa, o que a construção do Complexo Industrial de Suape representou: uma construção feita sem profundos e sério estudos sobre os impactos ambientais e hoje, a consequência disso é são os ataques de tubarões!! Quantos bilhões em turismo Recife já não perdeu por conta do problema dos tubarões?? E isso foi resultado da falta de compromisso com um estudo sério sobre os reais impactos ambientais! Vamos repetir o mesmo erro em Porto de Galinhas? Sim, estamos repetindo, acredite se quiser, mas essas toneladas de aterro foram autorizadas sem LICENÇA AMBIENTAL! É possível acreditar nisso?? Quem são os responsáveis por autorizar que toneladas de aterro seja posto sobre o ecossistema mais importante de Porto de Galinhas sem nenhum estudo de impacto ambiental?

Por conta desse crime, o Ministério Público mandou suspender as obras e a mesma foi embargada pela justiça e pelo CPRH. No entanto, através de manobras políticas e jurídicas eles conseguiram ZERAR todo o processo e começar novamente, cumprindo com o rito, de pedido de licenças e etc. Mas ora, e o crime cometido?? O crime cometido não houve punição, e, simplesmente, ganharam de “presente”, agora no dia 06/02/2019 a LICENÇA PRÉVIA, ou seja, o projeto está a todo vapor!

Os impactos deste aterro já estão sendo sentidos! No inverno de 2017 diversas comunidades de Porto de Galinhas ficaram alagadas, a quantidade de sedimento que deveria chegar a Praia de Maracaípe e formar as bancadas que geram as ondas não chegam mais na mesma proporção, isso fez com que os surfistas praticamente desaparecessem da Praia de Maracaípe! A onda de Maracaípe já foi considerada uma das melhores do Brasil, atraia turistas do Brasil e do mundo, hoje em dia, nas rodas de conversa, a expressão que se usa é: “a onda de Maracaípe morreu”. Além disso, o fluxo hidrodinâmico alimenta os estuários e mangues da região, é berçário de diversas espécies, desde espécies aquáticas a espécies de aves que interagem nesse ciclo ecológico. O potencial paisagístico do Alagado, principalmente no por do sol, também deve ser levado em consideração, é um dos ambientes paisagísticos mais bonitos de Porto de Galinhas.

Entre outras centenas de impactos que podemos listar e outros que ainda nem conseguimos prever, a não retirada desse aterro e a permissão para essa obra seguir em frente, abre a brecha necessária para se aterrar todo o Alagado do Merepe. Além disso, qual o exemplo que esse empreendimento dar para o resto dos empresários e comunidade de Porto de Galinhas?? Que destruir o meio ambiente está liberado! Basta ser poderoso! Este empreendimento agrega em nada, nem mesmo produz mais empregos para a população local, pois, quem é a população local? Existem pessoas do Brasil e do mundo inteiro morando em Porto de Galinhas, não se tem mais controle sobre isso, mas se você quiser encontrar, quem são os verdadeiros locais, você ainda consegue encontrar estes fazendo a pesca artesanal, fazendo passeios de jangada, de buggy, levando turistas para fazer trilhas no mangue, etc, esses são os empregos da verdadeira população local, e eles são felizes no seu trabalho de ecoturismo, de mostrar as turistas a natureza que é a casa deles. E esses empregos serão extintos se a natureza de Porto de Galinhas não for preservada! Cada local tem seu potencial, a conta é muito simples, é conta de padaria, o que sempre atraiu e atraí turistas para Porto de Galinhas: é a natureza? O que espanta? A falta de natureza! Para lugares com pouca natureza, já temos os centros urbanos, onde um aterro ou outro do mangue já parece incomodar nem o mais ferrenho ambientalista, mas fazer isso em local onde a natureza é seu carro chefe é, sem dúvidas, suicídio econômico, social e ambiental.

Entre outras centenas de impactos que podemos listar e outros que ainda nem conseguimos prever, a não retirada desse aterro e a permissão para essa obra seguir em frente, abre a brecha necessária para se aterrar todo o Alagado do Merepe. Além disso, qual o exemplo que esse empreendimento dar para o resto dos empresários e comunidade de Porto de Galinhas?? Que destruir o meio ambiente está liberado! Basta ser poderoso! Este empreendimento agrega em nada, nem mesmo produz mais empregos para a população local, pois, quem é a população local? Existem pessoas do Brasil e do mundo inteiro morando em Porto de Galinhas, não se tem mais controle sobre isso, mas se você quiser encontrar, quem são os verdadeiros locais, você ainda consegue encontrar estes fazendo a pesca artesanal, fazendo passeios de jangada, de buggy, levando turistas para fazer trilhas no mangue, etc, esses são os empregos da verdadeira população local, e eles são felizes no seu trabalho de ecoturismo, de mostrar as turistas a natureza que é a casa deles. E esses empregos serão extintos se a natureza de Porto de Galinhas não for preservada! Cada local tem seu potencial, a conta é muito simples, é conta de padaria, o que sempre atraiu e atraí turistas para Porto de Galinhas: é a natureza? O que espanta? A falta de natureza! Para lugares com pouca natureza, já temos os centros urbanos, onde um aterro ou outro do mangue já parece incomodar nem o mais ferrenho ambientalista, mas fazer isso em local onde a natureza é seu carro chefe é, sem dúvidas, suicídio econômico, social e ambiental.

Entre outras centenas de impactos que podemos listar e outros que ainda nem conseguimos prever, a não retirada desse aterro e a permissão para essa obra seguir em frente, abre a brecha necessária para se aterrar todo o Alagado do Merepe. Além disso, qual o exemplo que esse empreendimento dar para o resto dos empresários e comunidade de Porto de Galinhas?? Que destruir o meio ambiente está liberado! Basta ser poderoso! Este empreendimento agrega em nada, nem mesmo produz mais empregos para a população local, pois, quem é a população local? Existem pessoas do Brasil e do mundo inteiro morando em Porto de Galinhas, não se tem mais controle sobre isso, mas se você quiser encontrar, quem são os verdadeiros locais, você ainda consegue encontrar estes fazendo a pesca artesanal, fazendo passeios de jangada, de buggy, levando turistas para fazer trilhas no mangue, etc, esses são os empregos da verdadeira população local, e eles são felizes no seu trabalho de ecoturismo, de mostrar as turistas a natureza que é a casa deles. E esses empregos serão extintos se a natureza de Porto de Galinhas não for preservada! Cada local tem seu potencial, a conta é muito simples, é conta de padaria, o que sempre atraiu e atraí turistas para Porto de Galinhas: é a natureza? O que espanta? A falta de natureza! Para lugares com pouca natureza, já temos os centros urbanos, onde um aterro ou outro do mangue já parece incomodar nem o mais ferrenho ambientalista, mas fazer isso em local onde a natureza é seu carro chefe é, sem dúvidas, suicídio econômico, social e ambiental.

Texto acima foi fornecido pela Salve Maracaípe a pedido nosso. A Radicalize apoia açoes como essa, pois sabemos que a maioria dos esportes tem ligação direta com a natureza, e estamos pensando no futuro de nossos, não podemos ficar vendo tal acontecimento sem nos possicionar diante dessa atrocidade.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.